Internacionalização e tensões da ciência latino-americana

Para ler o artigo: a18v63n2 Pablo Kreimer

Carlos Puig: Esse artigo do Pablo Kreimer é muito interessante, esclarece diversas coisas para mim.

Achei também interessante seu formato em ensaio (ele cita três obras, uma das quais sua e outra de 1969, a terceira é um relatório governamental norte-americano).

Em que pese isso, achei importante a visão que ele dá, muito embora pessimista, donde se pode concluir que, com a globalização e a dissolução gradual das fronteiras, a dinâmica centro-periferia se salienta, e privilegia os centros mais poderosos (ou mais atratores). Nessa dinâmica, a periferia, ainda que na figura de seus centros menores, se configura submissa e subordinada, dependente e subalterna, atrelada e controlada pelos centros principais.

O problema de Kreimer é o da escolha de objetos de pesquisa, que se não é feita “aqui” (no local onde se estiver), provavelmente não será de importância para nós “daqui”.

A imagem que me fica do ensaio é a do vizinho rico da rua que era o dono da bola e, por isso, queria ditar as regras do futebol da rua. Ora, pensava eu, na vida de adultos, o jogo da bola terá regras justas universais, que não dependerão dos donos da bola… como era feliz o pequeno Carlinhos, ignorance is bliss, apesar de muito perna de pau…

Resta a nós “daqui” tentar encontrar meios de subverter esse jogo, desafiar essa dinâmica, chutar a bola para o matagal! Ou jogar “taco” (também chamado de “bats”), ou bolinha de gude, sem se importar com a falta de relevância que esses jogos terão para os vizinhos ricos donos da bola de futebol.

Também me lembra a história da enfermeira nordestina que fez pesquisa sobre o uso da banana amassada como curativa no tratamento de queimados – esse uso foi pesquisado devido à necessidade, os hospitais não tinham recursos. Comprovada a eficácia da banana amassada como muito superior a qualquer produto fármaco industrializado, esse tipo de descoberta acaba ficando no esquecimento, pois louva-se a empreitada de fornecer recursos aos hospitais, muito embora sempre serão carentes. Enfim, quem sabe seja na miséria que surjam problemas a resolver que nos diferenciem – mas o preço a pagar é o desprezo dos grandões, é o ostracismo em relação à academia central. Talvez esse desprezo possa ser contrabalançado pela formação de uma rede periférica, que subverteria a dinâmica centro-periferia, fortalecendo-se na unidade em torno de características comuns. Algo meio Brics, meio Fórum Social Mundial…

Puxa, acho que viajei, mas foi boa a leitura.

Guto: Olá, Bom dia a todos e todas que nos acompanham nesta jornada pelos espaços infinitos e pelos tempos aterradores. Li o artigo do Kreimer. Em primeiro lugar, é preciso descontar o fato de que o artigo foi publicado na Ciência e Cultura, revista muito empobrecida desde o anos 1990 quando passou por uma reformulação editorial desastrosa. Ou seja, o artigo do Kreimer é um misto de artigo científico com artigo de divulgação. Assim, não funciona. Mas, apesar disso, o artigo me incomoda pela sua generalidade. Típico de sociólogo, parece-me. Não sei se entendi bem as suas formulações. Agora, o que mais me incomoda é o fato de o próprio artigo se enquadrar na descrição que descreve e parece condenar: trata-se de um artigo que respeita à lógica centro – periferia. A agenda nele discutida é determinada desde fora, lá nas “eurôpas”. Assim, qual é o jogo que é nosso? Que agenda científica é nossa? Acabar com a pobreza? Combater a desigualdade social? Preservar o meio ambiente? Aproveitar melhor os recursos energéticos? Reduzir as doenças tropicais? Se for isto, por que essas questões não podem ser interessantes para outros países, aqueles considerados centrais? Em  suma, Kreimer  deveria, mesmo que rapidamente, ter exemplificado o que considera ser uma agenda típica de países periféricos.

Heráclio:  Olá a todos. O que o Guto indicou como problemático no artigo do Kreimer (a ausência da oferta de uma agenda para os países ‘periféricos’) foi, para mim, a grande ausência das falas no evento de abertura em Buenos Aires. Naquele dia, os pesquisadores dos países ‘periféricos’ defenderam que os STS deviam ser usados como ferramenta politica, mas não me lembro da menção de um exemplo sequer de como isso pode ser feito.

Kreimer defende no artigo a transição de uma ideia de centro-periferia clássica, tipo basaliana difusionista, para uma na qual a própria ‘periferia’ teria seus ‘centros’. Estes teriam indivíduos (ou grupos de) legitimados pelo saber fazer dos centros basalianos e agiriam como intermediários cognitivos, tendo a ‘periferia’ a função de investigações rotineiras. O problema é que definir quem são estes indivíduos se torna o problema para Kreimer ao final do texto. Ou seja, alem de ele não propor uma agenda, ele propõe outro problema…

Bom, penso que devemos ver a ausência de uma proposta de uma agenda de pesquisa especifica em uma temporalidade de longo prazo. Talvez ainda estejamos em um momento de identificação da necessidade de termos uma agenda própria dentro daquilo que entendemos por ciência moderna, que, convenhamos, ao menos na versão institucional tupiniquim de universidade – pesquisa + ensino -, perde em tempo de existência para os clubes de futebol cariocas (não resisti à menção a algo futebolístico).

Enquanto isso, podemos nos perguntar sobre os índices de envio de estudantes brasileiros nos programas de intercambio. Para onde estão indo nossos jovens mochileiros do Ciência sem Fronteira ou nossos não tao jovens peregrinos dos programas Sanduíche? Será que intercambiar apenas nos países-laboratórios-programas considerados tradicionalmente (tradição construída, ok?) como ‘centros’ não seria uma ratificação do modelo centro-periferia? Desta forma, o modelo apresentado no artigo por Kreimer se fortalece ano apos ano. Penso que a ideia de uma outra (ou varias outras) rede de produção de conhecimento pode ser a alternativa a isso.

Ao fim e ao cabo, o problema posto pelas categorias centro-periferia pode ser querer jogar o jogo da ciência moderna em um pais, que poderia visto ha’ alguns anos como, de bananas. A questão é que estas, como mencionado pelo Puig, também podem curar…

Aercio: Oi, pessoal. De fato, o texto do Kreimer é bem genérico. Para além das questões já mencionadas que chamaram atenção (centro-periferia, agenda científica local, demandas sociais, eurocentrismo, etc) dos camaradas que me antecederam, há uma outra que me incomoda e está em várias análises de diferentes campos do conhecimento. Refiro-me à contumaz dificuldade de levar em conta as especificidades do contexto analisado. Longe do propósito de estimular os apologistas da “ditadura do contexto”, creio que existem diferenças consideráveis entre os países da América Latina que colocam as análises genéricas em uma posição bem vulnerável. E isso vale para o tema em discussão – produção científica.

Só o Brasil, devido às suas características institucionais, sociais, políticas e econômicas, causa um desequilíbrio considerável dentro da América Latina. Mesmo tendo precárias informações para comparar a produção científica entre esses países, ouso afirmar que o Kreimer e muitos/as que abordam a ciência em nossa região, sofrem desse problema, que não se restringi, insisto, aos textos sociológicos. Participo, em função da minha prática profissional, dos mais variados debates ligados à economia, sustentabilidade ambiental, arquitetura institucional política, etc, que tratam da América Latina e que portam esse probleminha. Uma abordagem que ajuda mais a simplificar, reduzindo temporariamente desconfortos psíquicos e epistêmicos, do que a entender, a partir de uma perspectiva supostamente mais adequada, que olhasse mais para os troncos e galhos do que para a floresta, à complexidade do contexto.

Intuo que países como o Argentina, Brasil, México e Uruguai, por exemplo, carregam especificidades que geram assimetrias substantivas. Certamente podemos falar em tendências, em predominância e conceitos similares, mas quando colocamos a lupa nesses países as coisas são bem diferentes. Na pesquisa que desenvolvo – o impacto da cultura inovacionista na produção científica e a ressignificação de determinados valores epistêmicos provocados por essa cultura- me fez olhar rapidamente para a produção científica brasileira. E tendo a acreditar que, por aqui, a descrição do Kreimer tem um valor muito restrito.

Mesmo que a ciência tupiniquim, p. ex., olhe para o Sistema Nacional de Inovação, o guia dos países da União Europeia, determinante para amalgamar o ambiente descrito em seu texto, carregamos características e um nível de autonomia que lembra mais o velho modelo de produção científica (uma imagem de ciência com certa autonomia); ainda há grandes esforços dos nossos governos em aportar recursos para alavancar uma ciência inovadora, que atenda o produtivismo e siga o padrão adequado ao espírito do tempo – não que eu concorde com isso; há um esforço para se integrar, mesmo que subordinadamente, à nova divisão internacional do trabalho científico; no Brasil, o modelo da hélice tripla (governo-universidade-empresa) é inconsistente e confuso; nossos cientistas, ao ocuparem cargos estratégicos na estrutura do Estado, ainda tem o poder de interferir na agenda e na distribuição dos recursos. Costumo dizer que, ao menos no Brasil, parte da comunidade cientifica lembra uma música do saudoso Gonzaguinha: “Craque mesmo é o povo brasileiro / corre em campo, se esforça o tempo inteiro/Via pra ponta e centra e cabeceia/e ele mesmo é o goleiro que escanteia/e o gandula que apanha no fosso a pelota/e a galera que a equipe incendeia”. No lugar de “povo brasileiro”, coloquemos cientistas nativos; e se formos falar da ciência ligada a demandas, olhemos para a Embrapa e para Cenpes. Essas, seguramente, são instituições que estabelecem vínculo direto com interesses sociais, políticos e econômicos.

Portanto, como o povo diz: aqui o negócio é mais complicado. E imagino que o mesmo vale para o Uruguai, México, Argentina e nos demais países da nossa América Latina. A produção científica, como qualquer outra expressão humana, não escapa do contexto. Provavelmente, as minhas considerações adquirem mais sentido quando folheamos publicações de divulgação produzida por instituições como a Fapesp, revistas como a Ciência Hoje, etc. Também tem circulado uma literatura sobre a produção científica brasileira contemporânea que intersecciona minhas considerações.

Tom Lemos: Oi, pessoal. Primeiro: estou achando esse debate muito interessante, sobretudo porque realizado no calor da nossa participação em eventos de filosofia da ciência e CTS em países da América Latina (mas também da Europa, como o da Finlândia). Ou seja, está sendo uma discussão marcada por nossas experiências práticas de contato com as pesquisas feitas por nossos pares sobretudo em nossa região. Deve ser lembrado, também, que Pablo Kreimer é, justamente, um dos principais líderes da ESOCITE e um dos organizadores do congresso conjunto ESOCITE/4S, do qual alguns de nós participamos há dias.

Em segundo lugar, acho que o texto de Kreimer tem sido estimulante para essa conversa por algumas qualidades suas: ser simples, curto e trazer alguns pontos que facilitam abordar temas centrais dos estudos de CTS na América Latina.

Mas há algo que nele me intriga. É o fato de concentrar toda sua análise da inserção dos países latino-americanos na dinâmica científica internacional no tema da produção científica de indivíduos que nasceram e trabalham na América Latina. Ou, dito de outra maneira, me parece que ele considera a questão da produção interna de conhecimento científico nos países latino-americanos a mais relevante para o estudo da relação destes países – chamados por ele de periféricos – com os considerados países centrais, no universo da produção científica global.

Porém, acho que esta não é uma questão que permita uma análise mais profunda e rica da questão científica na América Latina, considerando suas relações com o “resto do mundo” – que deveria incluir, além da Europa e dos EUA, como faz o artigo, ao menos a Ásia, e especialmente Japão, Coreia do Sul e China.

Isto porque a análise de Kreimer parece adotar como pressuposto que, para compreendermos os problemas que envolvem a ciência em nosso continente devemos necessariamente considerar o ciclo produtivo completo de ciência em cada país – adotando como modelo de ciclo aquele observado nos países ditos centrais. Em outras palavras, me parece que ele parte da suposição de que, para compreender a participação da América Latina no mundo científico, o objeto de estudo preferencial deve ser a produção de ciência realizada internamente à nossa fatia do mundo periférico. Não sei se essa foi também a objeção do Carlos Puig, ao dizer “O problema de Kreimer é o da escolha de objetos de pesquisa, que se não é feita ‘aqui’ (no local onde se estiver), provavelmente não será de importância para nós ‘daqui’.” Mas suponho que foi isso o que também incomodou o Carlinhos.

Questiono essa escolha do autor porque defendo que a melhor forma de compreender os problemas relativos à ciência na América Latina não é apenas estudando a relação da sua produção científica interna com a dos países centrais. Se buscarmos ampliar o campo de análise para alcançar outros aspectos, encontraremos outras questões mais relevantes, e bastante apropriadas para o tipo de abordagem de CTS. Os aspectos a que me refiro são aqueles que dizem respeito à dependência e à subordinação – e não apenas condição periférica – dos países a AL em relação ao mundo rico. Esta dependência e essa subordinação têm como característica, por exemplo, que sejamos consumidores de tecnologia decorrente de pesquisas científicas desenvolvidas nos ditos países centrais. E que nossas sociedades, assim, se relacionem com uma produção científica majoritariamente realizada fora delas. Ao ser empregada uma abordagem do tipo hélice tripla, por exemplo, se esbarra na AL com um microcosmo diferente dos países ricos para considerar o papel do governo, da universidade e das empresas quanto à produção de ciência que afeta seus respectivos povos. Se for verdade que o conhecimento científico cujos resultados afetam os países pobres vem predominantemente de fora deles, é nos países originários deste conhecimento que estão as empresas, os governos e as universidades determinantes em sua produção. Assim, se os governos, universidades e empresas dos países latino-americanos se relacionam com a parte mais relevante do conhecimento científico que os influencia, não é tendo papel determinante em sua geração. Mesmo se não nos ativermos apenas à dinâmica de P&D mais pesada, e levarmos em conta uma ciência menos atrelada a interesses econômicos imediatos, sabemos que ainda esta forma de atividade científica se realiza predominantemente fora dos países da AL, mesmo que estes acabem sofrendo suas consequências.

Contudo, sei que não cabe aqui nos aprofundarmos neste tipo de análise. Apenas queria sugerir que a abordagem eleita por Kreimer tem limitações consideráveis para compreendermos a dinâmica de dependência e subordinação, que pode ficar oculta se for utilizada apenas a imagem de centro/periferia. Esta imagem de centro/periferia pode ser mais convidativa a supormos que os países periféricos têm formas semelhantes a seus “planetas”, do mesmo modo como se costuma ver os satélites – como espécies de planetas-anões. E tal analogia não é muito aderente ao caso. Ou melhor, não é muito útil para enfrentarmos nossos maiores problemas.

Nos momentos em que Kreimer ressalta, mesmo no universo da colaboração em produção científica, a subordinação e a dependência da AL, sua análise, a meu ver, se enriquece. Isso acontece, por exemplo, quando ele diz que a “definição das agendas de pesquisa é feita muitas vezes no seio dos grupos centrais e é logo adotada pelas equipes satélites, como uma
condição necessária a uma integração de tipo complementar. Mas essas agendas respondem, em geral, aos interesses sociais, cognitivos e econômicos dos grupos e instituições dominantes nos países mais desenvolvidos”. Entretanto, uso este exemplo para reiterar que apenas considerar o universo da produção científica é insuficiente para realizarmos uma análise mais proveitosa da questão da dependência. Afinal, os resultados das pesquisas feitas nos países ricos não precisam de colaboradores nos países da AL para afetarem os povos destes últimos e suscitarem reflexão crítica em filosofia da ciência e estudos CTS.

Além disso tudo, concordo com as críticas do Guto às generalizações, e a um enfoque aparentemente”importado” por parte do Kreimer. Pode ser que esteja nesta “importação” a origem dos meus incômodos. Dizendo de outra maneira: talvez essa ênfase na produção científica local, para tentar desvendar as relações de dependência, decorra de uma metodologia enviesada por aquilo que Puig chamou de “escolha de objeto”, ou pelo que o Heráclio identificou como sendo “basaliana difusionista”. Seria como se uma sociologia de inspiração europeia acabasse induzindo a se pensar os países da AL como tipos ideais semelhantes em tudo aos países do hemisfério norte, a não ser pela pobreza – e, talvez, por uma suposta incompetência crônica e natural. Isso seria típico também da visão que classifica os países dependentes como “em desenvolvimento”.

Mas tudo o que eu disse até aqui é para, no fundo,  apoiar as preocupações do Carlinhos, do Guto e do Heráclio, quanto à falta, no artigo, de propostas alternativas para a situação em que se encontram os países periféricos, ou dependentes, quanto à sua subordinação. Só não fui direto a esse ponto por atribuir à escolha de Kreimer, de restringir sua abordagem às produções científicas internas na AL, um dos maiores obstáculos a uma compreensão mais clara e mais capaz de apresentar alternativas para o problema das relações entre ciência e sociedade em nossos países. A meu ver, essa escolha não ajuda a questionar a nossa importação não apenas de tecnologia, mas também de modelos de políticas econômicas, de modo de produção de ciência, de universidade e, sobretudo, de maneiras de pensar, de racionalidades, de ontologias.

Como o Heráclio, também achei o congresso pouco animador nesse ponto. Pode ser que isso se deva a enfoques teóricos demais. Ou então à importação de modelos de análise. Talvez precisemos de modelos novos, adequados para pensar nossa situação. Como o André enfatizou num email recente, pode ser que as produções em filosofia da ciência e CTS atuais tenham pouco contato com o “mundo real”. Mais um motivo para discutirmos metafísica e ontologia…

Quanto às objeções do Aercio, concordo que cada país da AL tem suas especificidades, que não devem ser varridas pra debaixo de um tapete com o formato do continente. Mas, por outro lado, nossa aproximação com filósofos e pesquisadores em CTS de outros países da AL pode nos ajudar a encontrar problemas e soluções comuns. Nem que seja também provocando alguns incômodos.

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Sobre estudosdects

Oficializado junto ao CNPq em 2010, este grupo existe informalmente desde 2004, ano em que o prof. dr. Antonio Augusto Passos Videira começou a ministrar disciplinas no Programa de Pós-Graduação em Filosofia especificamente voltadas para os problemas, temas e autores dos chamados Science Studies. O objetivo, ao ministrar tais disciplinas, era apresentar aos alunos do PPGFil uma nova perspectiva para a análise da ciência que abarcasse outros eixos teóricos que não apenas aqueles tradicionalmente empregados pela Filosofia. Esses outros eixos temáticos incluem a História e a Sociologia das Ciências. No entanto, e diferentemente do que se pode esperar da perspectiva dos Science Studies, o grupo em torno do prof. Antonio Augusto Videira considera relevante analisar a ciência a partir das suas implicações e/ou pressupostos ontológicos e metafísicos. Desse modo, ocorre também uma ampliação no recurso que se faz da Filosofia, uma vez que esta última não se resume à Filosofia da Ciência. Em outras palavras, a ciência é mais do que apenas um tipo específico de conhecimento sobre a natureza.
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