Discussão: profissionalização, pós-graduação e ciência

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Oficializado junto ao CNPq em 2010, este grupo existe informalmente desde 2004, ano em que o prof. dr. Antonio Augusto Passos Videira começou a ministrar disciplinas no Programa de Pós-Graduação em Filosofia especificamente voltadas para os problemas, temas e autores dos chamados Science Studies. O objetivo, ao ministrar tais disciplinas, era apresentar aos alunos do PPGFil uma nova perspectiva para a análise da ciência que abarcasse outros eixos teóricos que não apenas aqueles tradicionalmente empregados pela Filosofia. Esses outros eixos temáticos incluem a História e a Sociologia das Ciências. No entanto, e diferentemente do que se pode esperar da perspectiva dos Science Studies, o grupo em torno do prof. Antonio Augusto Videira considera relevante analisar a ciência a partir das suas implicações e/ou pressupostos ontológicos e metafísicos. Desse modo, ocorre também uma ampliação no recurso que se faz da Filosofia, uma vez que esta última não se resume à Filosofia da Ciência. Em outras palavras, a ciência é mais do que apenas um tipo específico de conhecimento sobre a natureza.
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Uma resposta para Discussão: profissionalização, pós-graduação e ciência

  1. Tom Lemos disse:

    Bom debate. Principais pontos da discussão que exigem atenção, a meu ver: 1) É precária a situação dos pós-graduandos em relação a várias questões, como valor baixo das bolsas e insuficiente regulação de direitos e deveres; 2) Falta uma institucionalização clara das atividades dos pós-doutorandos nas universidades, que poderiam e deveriam ser contratados como pesquisadores, em alguns casos; 3) É preciso haver mais espaço institucional na universidade para pesquisadores que não desejam ser professores; 4) A função de auxiliar de laboratório deve ser exercida por técnicos profissionais e não por estudantes de pós-graduação; 5) A regulamentação da profissão de cientista é um retrocesso dispensável e nocivo, uma vez que, solucionados minimamente os quesitos anteriores, ela consistiria apenas na formalização engessadora de uma atividade que gera frutos para a sociedade na medida em que exercida com liberdade, vocação e paixão, e com o mínimo de subordinação ao sistema produtivista que domina a maior parte de nossas atividades sociais.

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