Do “gênio maligno” ao fetiche do fast food acadêmico

Resenha “Do ‘gênio maligno’ ao fetiche do fast food acadêmico”, de Verusca Moss Simões dos Reis

RESUMO Das loucuras da razão ao sexo dos anjos: biopolítica, hiperprevenção e produtividade científica. Autores: Luis David Castiel; Javier Sanz-Valero e Paulo Roberto Vasconcellos-Silva. 1ª ed., Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2011. 188p.  ISBN: 978-85-7541-214-5.

Das loucuras da razão ao sexo dos anjos é um livro provocativo, a começar por seu título e capa. De início, ele já leva o leitor a refletir – e eu diria que esta é sua proposta central. Pensamos sobre o que deve tratar tal obra. Será que ela quer dizer que perdemos a razão e que isso nos leva a dialogar sobre coisas sem sentido, como por exemplo, o sexo dos anjos? Será que o gênio maligno cartesiano – que nos faz duvidar de nossos sentidos – voltou a nos atormentar? Bem, talvez ele nunca tenha realmente ido embora. Pois já não é de hoje que o sonho de que somente a razão (ou suas filhas pródigas: a ciência e a tecnologia) nos salvaria vem sendo questionado, só para relembrar alguns: Friedrich Nietzsche, Jürgen Habermas, Michel Foucault, Românticos na Alemanha, a Escola de Frankfurt, dentre outros.

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Sobre estudosdects

Oficializado junto ao CNPq em 2010, este grupo existe informalmente desde 2004, ano em que o prof. dr. Antonio Augusto Passos Videira começou a ministrar disciplinas no Programa de Pós-Graduação em Filosofia especificamente voltadas para os problemas, temas e autores dos chamados Science Studies. O objetivo, ao ministrar tais disciplinas, era apresentar aos alunos do PPGFil uma nova perspectiva para a análise da ciência que abarcasse outros eixos teóricos que não apenas aqueles tradicionalmente empregados pela Filosofia. Esses outros eixos temáticos incluem a História e a Sociologia das Ciências. No entanto, e diferentemente do que se pode esperar da perspectiva dos Science Studies, o grupo em torno do prof. Antonio Augusto Videira considera relevante analisar a ciência a partir das suas implicações e/ou pressupostos ontológicos e metafísicos. Desse modo, ocorre também uma ampliação no recurso que se faz da Filosofia, uma vez que esta última não se resume à Filosofia da Ciência. Em outras palavras, a ciência é mais do que apenas um tipo específico de conhecimento sobre a natureza.
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